19 de jul. de 2010

Só o Timão se salvou



Com exceção do Corinthians que mesmo pelo placar apertado venceu o Atlético-MG no Pacaembu, a nona rodada não foi nada boa para os clubes paulistas.

O São Paulo vinha de uma derrota em casa. Foi ao Barradão enfrentar o Vitória disposto em buscar a reabilitação. Fernandão diminuiu o placar aos 12 minutos do segundo tempo, quando o Tricolor perdia por 3 a 2. Tempo teve de sobra, mas não foi possível evitar a segunda derrota seguida na competição. O pior de tudo é que caiu um tabu de nove anos. Desde 2001 que a equipe baiana não vencia o São Paulo. Se continuar assim, o técnico Ricardo Gomes, cotado para assumir o comando da seleção brasileira, terá que arrumar outro clube para manter essa expectativa.

Na Ressacada o Palmeiras foi atropelado pelo Avaí. O placar foi mais que justo, principalmente no segundo tempo, depois das nuvens de fumaça, que a equipe alvi-verde assistiu os donos da casa tocarem a bola de um lado para o outro com facilidade. A virada que se tornou goleada ofuscou a estréia de Felipão no comando do time, dentro do campo. É fácil perceber que se a diretoria não contratar bons jogadores, técnico nenhum conseguirá dar uma seqüência de vitórias. É impressionante como um clube grande que é o Palmeiras, possui o elenco tão limitado como o atual. Ainda para ajudar, uma das esperanças desse time, o Gladiador, perde um gol feito, no momento que não podia.

Acredito que a pior situação é a do Santos. O Peixe perdeu o clássico para o Palmeiras e agora, dentro da Vila Belmiro, foi batido pelo Fluminense. Vale lembrar que esse é o mesmo time que encantou o Brasil inteiro com seu futebol bonito, pra frente, com o contra-ataque fatal. Ta certo que continua à frente de Palmeiras e São Paulo na tabela, mas a equipe parece desanimada. Dorival Júnior deve se preocupar, e muito. A decisão da Copa do Brasil está por vir. Com essa bolinha que o Santos está jogando, será difícil garantir a vaga antecipada para a Libertadores do ano que vem.

15 de jul. de 2010

Fora de casa Timão não sai do zero




No recomeço do Campeonato Brasileiro, um jogo entre os dois melhores classificados até aqui. O então líder Corinthians foi visitar o segundo colocado Ceará, pela oitava rodada da competição.

As duas equipes entraram em campo sem saber o que era perder neste Brasileirão.
Com os desfalques de Jorge Henrique, Dentinho e Ronaldo, o técnico Mano Menezes escalou Danilo no meio de campo e Defederico formou a dupla de ataque com Iarlei. Alessandro recuperado de contusão voltou a lateral direita.

No primeiro tempo, uma partida equilibrada com os donos da casa um pouco melhor, principalmente pelo lado direito. Após algumas chances criadas, o Ceará deixou de abrir o placar em duas oportunidades claras. Pelo lado corinthiano, Bruno César foi quem quase marcou no único chute de perigo.

Fim de primeiro tempo sem o marcador sair do zero.

Na volta ao gramado do Castelão, o jogo continuou movimentado.

A falta de criação no campo de ataque obrigou o comandante alvi-negro a substituir o argentino Defederico por Willian Moraes. No decorrer do jogo Iarlei deu lugar para Souza. Theco também entrou na vaga de Danilo. Nenhuma das alterações, no entanto, surtiu efeito.

Uma falta perigosa na entrada da área do Ceará, deu esperança a fiel torcida de
soltar um grito de gol. Depois de muita confusão, Chicão, sempre perigoso na bola parada, mandou por cima da meta cearense.

O Ceará respondeu em grande estilo, quando obrigou o goleiro Júlio Cesar a trabalhar
em três chutes que por pouco não entraram.

Mas foi só. Mesmo sem sair gols, foi um jogo bastante movimentado, com as equipes sempre em busca do gol. O Timão segue líder com 18 pontos.

O único que pode alcançar os dois times é o Fluminense que joga amanhã.

Os jogadores ainda não estão na melhor forma. Prova disso foi o excesso de faltas e de cartões amarelos, foram oito no total. Na maioria delas a infração ocorreu porque o atleta chegou atrasado na jogada.

Amanhã tem o clássico entre Palmeiras e Santos no Pacaembu.

11 de jul. de 2010

Espanha é a melhor do mundo




A "Fúria" foi a oitava seleção a se consagrar como campeã mundial. A vitória diante da Holanda, na prorrogação, por 1 a 0, marcou o primeiro título de Copa do Mundo para os espanhóis.

O jogo representou o que foi essa edição do torneio. Muita cautela e pouca qualidade técnina, com as equipes se respeitando muito.

A Espanha teve mais posse de bola durante quase todos os 90 minutos e mais a prorrogação. A forte marcação holandesa, no entanto, impediu que a Espanha criasse chances claras de gol. Enquanto Iniesta comandava o toque de bola no meio de campo, lá na frente o artilheiro David Villa quase não tocou na bola.

A Holanda atuou da mesma forma que venceu o Brasil. Vendo o adversário jogar e explorando os contra-ataques. Num lance desses, Robben desperdiçou a melhor chance do jogo. Ficou cara a cara com Casillas, que salvou sua equipe com o pé direito.

Com poucas jogadas que resultaram em chances de gol, a partida foi para a prorrogação.

A poucos minutos do título ser decidido nos pênaltis, Iniesta recebeu livre dentro da área. O chute forte cruzado foi parar no fundo da rede.

Espanha merecidamente campeã mundial pela primeira vez em sua história.

Para nós brasileiros a contagem regressiva para a próxima Copa já começou. A ansiedade tomará conta de cada um durante esses quatro anos.

Copa do Mudo 2014 no Brasil. Até lá!!!!!!!

8 de jul. de 2010

A Copa do Mundo foi boa enquanto durou




Embarcaram na África do Sul 32 seleções com o objetivo principal de chegar à final da maior competição de futebol do planeta.

Algumas já cientes de que era apenas um sonho muito distante, outras que acreditavam, mas decepcionaram. É o caso da Itália, por exemplo, caiu ainda na primeira fase. A Inglaterra, meio que aos trancos e barrancos chegou até as oitavas, mas com um futebol longe daquilo que o mundo esperava.

A América do Sul chegou as quartas bem representada. De Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina, apenas a seleção celeste avançou em uma partida, que considero a mais emocionante dessa Copa. Foi por pouco que Gana não se tornou a primeira seleção africana a chegar numa semi-final.

Restaram quatro. Uruguai e Alemanha disputarão o terceiro lugar.

Holanda e Espanha já fizeram história nesse Mundial. Uma das duas será a oitava seleção com o privilégio de erguer a taça. Uma das duas será a primeira seleção européia que vence o torneio fora de seu continente.

Essa 19ª edição já está deixando saudades. No domingo será a grande final. Meu palpite é que David Villa e companhia levarão o troféu para as terras espanholas.

2 de jul. de 2010

O sonho do Hexa ficará para 2014

Infelizmente nossa seleção será obrigada a fazer as malas e voltar para casa. A derrota para a Holanda de virada acabou com o sonho da torcida brasileira de soltar o grito de Hexa Campeão.

Hoje aconteceu uma situação que eu jamais imaginei.

Normalmente um time ganha quando é competente no campo de ataque. Hoje a Holanda venceu porque foi impecável na marcação.

Os dois lances que resultaram nos gols da Holanda foram de bola parada, sendo que um deles foi contra.

No final do jogo, os holandeses chegaram a atacar com cinco jogadores contra o Júlio Cesar, e não tiveram a capacidade de balançar a rede.

Pelo lado do Brasil, o pouco futebol apresentado por Luis Fabiano, Kaká e Robinho, principalmente no segundo tempo, foi fundamental para a derrota. Essa seleção é muito carente de jogadores talentosos. Portanto, quando nenhum desses três, que eram quem poderia ter criado as jogadas, não fazem, a equipe toda sente.

Robinho, no primeiro tempo, até aparentou estar num dia inspirado, fez um golaço. No entanto, a marcação dura do time holandês ofuscou seu futebol no decorrer da partida.

O Brasil não teve espaço para jogar praticamente em nenhum setor do campo. Mal um jogador brasileiro dominava a bola e já aparecia alguém de laranja para atrapalhar.

A expulsão infantil de Felipe Melo, que até fazia uma boa partida, de maneira inocente, a falta de um jogador de talento no banco de reservas, capaz de entrar e dar conta do recado, foram fatores que contribuiram para a eliminação.

Com isso, não existe outra alternativa, se não apontar o Dunga como principal responsável por esse fracasso. Todos sabiam que esse erro, teria consequências.

Muitos alertaram sobre o temperamento do camisa 5, que a qualquer momento poderia deixar a equipe na mão, como aconteceu hoje, por conta de uma atitude irracional. Muitos também falaram sobre a falta de um reserva a altura. Copa do Mundo é momento. Certamente o "ex" comandante brasileiro sentiu na pele a falta de um jogador confiável.

Porém, agora já passou. Cabe a nós brasileiros 'secar' nossos hermanos argentinos nessa Copa do Mundo, pois dificilmente alguém será capaz de impedi-los de erguer a taça pela terceira vez em sua história.

O importante agora é já pensar em 2014, quando o Brasil receberá o Mundial. Aí sim, será obrigação a amarelinha receber mais uma estrela em seu escudo. E quando chegar lá, eu espero poder viver muitas histórias de perto para poder contar. Que Deus nos ajude!!!