Estou desconfiado sobre a tradução da entrevista do técnico da Koréia do Norte. Antes de começar a partida, o comandante koreano dizia que sua equipe iria ao ataque e que não jogaria na retranca.
O que vimos, foi exatamente o contrário, principalmente na primeira etapa.
Somente o tal do Rooney da Coréia que ficava a frente da linha da bola, os outros nove jogadores criaram um congestionamento em seu campo de defesa, que dificultou, e muito, para o Brasil.
Robinho, o mais inspirado da seleção brasileira, foi o único a arriscar algumas jogadas. Kaká e Luis Fabiano parecem que ainda não estão 100% recuperados de suas respectivas lesões. Os dois jogadores apresentaram um futebol muito à quem do que os brasileiros esperam.
Começou o segundo tempo e o gol que custou a sair antes do intervalo, foi rápido na etapa final. Maicon, sem querer, enganou o goleiro e fez o primeiro do Brasil na Copa de 2010.
Com 1 a 0 no marcador, todo aquele peso da estreia parece ter dado uma aliviada. Depois do passe açucarado de Robinho, o jogador mais regular da seleção na era Dunga, Elano, com classe, colocou no canto. O 2 a 0 dava indícios de goleada.
Até o zagueiro Lúcio se lançou ao ataque. Porém, a bola não entrou.
Quando tudo parecia decidido, a Koréia do Norte diminui, no seu primeiro chute efetivo ao gol de Júlio César. 2 a 1.
De fato o placar não representa o que foi o jogo. O Brasil foi claramente superior, teve o controle durante todos os 90 minutos de bola rolando. No entanto, faltou inteligência para furar o bloqueio koreano e aplicar um placar mais elástico.
O mais importante foi somar três pontos e garantir a primeira colocação do grupo G. Já que Costa do Marfim e Portugal não saíram do zero no outro jogo do grupo.
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